Saúde feminina: entenda como se cuidar corretamente

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Cuidar da saúde feminina é extremamente importante para que as mulheres consigam manter seu bem-estar e qualidade de vida. Com os hábitos adequados é possível identificar de forma prévia problemas físicos e psíquicos e adotar medidas cabíveis antes que eles ajam nocivamente.

Entre essas medidas, estão o hábito de realizar consultas periódicas pelo menos uma vez ao ano, manter os exames em dia, implementar uma rotina saudável, entre outros fatores essenciais para proteger a saúde.

Pensando nisso, elaboramos este material para mostrar a você como é possível se cuidar adequadamente e assegurar uma vivência saudável. Confira!

O que é importante na saúde da mulher?

É importante manter os cuidados com a saúde ao longo da vida, já que as mulheres apresentam algumas especificidades relacionada a diversos âmbitos da saúde e por atravessarem por períodos diferentes no decorrer do tempo, o que demanda a prática de realizar avaliações preventivas anuais.

Dessa forma, é possível diagnosticar doenças precocemente ou preveni-las antes que se manifestem. Além disso, a mulher sofre muitas alterações físicas e hormonais, e saber lidar com essas mudanças pode garantir o bem-estar em todas as idades.

Quais são os principais cuidados com a saúde feminina?

Existem diversos cuidados que devem ser mantidos para uma boa saúde feminina. Veja alguns deles.

Tenha uma alimentação saudável

Sem dúvidas uma alimentação saudável traz inúmeros benefícios para a saúde. Isso gera a diminuição de fatores de risco para doenças, por exemplo, aumento do colesterol, sobrepeso, além de propiciar o bem-estar físico e mental.

Conheça o próprio corpo

Muitas mulheres não conhecem o próprio corpo. Entre os principais empecilhos estão os valores sociais impostos, tabus e demais pontos que englobam a sexualidade e gênero. A saúde sexual essencial é necessária para homens e mulheres, no entanto, ainda é grande o número de pessoas que sabem pouco ou nada em relação a anatomia e funcionamento do corpo.

Entenda sobre a sexualidade

A sexualidade envolve um grupo de aspectos que envolvem desejo prazer, amor, que é resultado da junção de naturezas psíquica-sócio-histórico-bio-cultural. Por isso, conhecer o próprio corpo é primordial para a compreensão dos pontos de prazer e exercício da sexualidade em qualquer idade.

As vivências e experiências sexuais da mulher mudam conforme cada fase que ela vive, por exemplo, a puberdade é marcada pelo surgimento de espinhas, pelo pubiano e broto mamário. As idosas ainda tem bastante dificuldade em falar sobre o alcance da vida sexual saudável, enquanto na menopausa as mulheres podem apresentar algum tipo de desconforto nas relações sexuais.

Entender essas questões possibilita que você encontre os meios necessários para passar por esses momentos de forma mais leve e tranquila.

Proteja-se contra DST/HIV

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são provocadas por vírus, bactérias ou demais microrganismos e são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual, sem o uso da camisinha com uma pessoa infectada. Além disso, pode ocorrer de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação.

Usar preservativos é uma das melhores alternativas para manter uma relação sexual segura, e caso ocorra sexo sem a devida proteção, vá até uma unidade básica de saúde para se orientar e fazer os testes rápidos.

Faça os exames de rastreio

É possível fazer pelo SUS os exames para rastreio de câncer de mama e colo de útero de acordo com os padrões estabelecidos.

A mamografia é a estratégia de saúde pública que tem sido implementada em casos onde o índice de mortalidade por câncer de mama são altos. É recomendável a realização do procedimento a cada dois anos para as mulheres de 50 a 69 anos e o exame clínico das mamas todo ano.

A coleta do exame Papanicolau, no entanto, deve se iniciar aos 21 anos para as mulheres que já são sexualmente ativas e seguir até os 65 anos.

Procure por ajuda em casos de violência

A violência contra as mulheres atinge todas as raças, classes sociais, faixas etárias e etnias, sendo uma das principais formas de violação dos direitos humanos, já que ferem o direito à vida, integridade física e saúde.

Essas mulheres passam por diversas situações perturbadoras, como pânico, humilhação, medo, baixo autoestima e perda de autonomia, abrindo espaço para a ocorrência de doenças psicossomáticas.

Caso esteja passando por situação semelhante, procure ajuda de pessoas de confiança e busque o serviço de saúde mais próximo para esclarecer todas as suas dúvidas.

Cuide da saúde mental

Identificar previamente os sintomas psíquicos e procurar por ajuda pode ser um fator decisivo para que ocorra a abordagem necessária pelos profissionais de saúde. Em muitos casos, as mulheres se encontram em estado de vulnerabilidade por terem os menores salários, exercerem profissões menos valorizadas, terem menos acesso ao poder de decisão no ambiente econômico e político, sofrerem violência doméstica, psicológica e sexual.

Para as idosas, ainda existe a questão do isolamento social e problemas emocionais devido à viuvez, aposentadoria, marcas do envelhecimento feminino e supervalorização da juventude pela sociedade. Sintomas da depressão, insônia, ansiedade, estresse, entre outros, merecem muita atenção e cuidado.

Escolha os métodos contraceptivos adequados

Existem vários métodos contraceptivos que as mulheres podem escolher para prevenir e planejar quando terão filhos, alguns são disponibilizados pelo SUS, inclusive. Entre eles estão o meio injetável, pílula, diafragma, DIU, além dos preservativos.

Planeje uma gestação saudável

Esse planejamento colabora para uma prática sexual mais saudável e permite a recuperação do organismo depois do parto, melhorando as condições da mulher para que ela possa cuidar de si e dos filhos.

O pré-natal garante o pleno desenvolvimento da gestação, possibilitando o parto de uma criança saudável, sem interferências na saúde materna, além de abordar questões psicossociais, atividades preventivas e educativas.

A escolha por não ter filhos também é protegida por lei e deve ser livre de crenças ou preconceitos por parte da equipe de saúde.

Quais são as principais doenças que afetam a mulher?

Certos tipos de doenças ocorrem com mais frequência em mulheres. Conheça a seguir algumas delas.

Neoplasia da mama

É uma das neoplasias mais frequente nas mulheres e significa cerca de 25% de todos os cancros diagnosticados. O aumento dos índices de incidentes das neoplasias mais comuns mostra um aumento alarmante e gradual dos tumores de mama, do pulmão e do cólon.

Infecção urinária

Isso se deve ao fato da uretra da mulher se menor, ficando mais fácil das bactérias chegar à bexiga e provocar a infecção. As bactérias intestinais são as maiores causadoras da infecção urinária, por causa da proximidade entre o meato urinário e o ânus.

Esclerose múltipla

Trata-se de uma doença crônica e degenerativa que ataca o sistema nervoso central e aparecem com mais frequência entre os 20 e 40 anos. Sua incidência é de três a quatro vezes maior nas mulheres e apresenta os seguintes sintomas:

  • alteração do equilíbrio;
  • queixas urinárias e intestinais;
  • fadiga;
  • perda da força muscular;
  • visão turva;
  • problemas sexuais, entre outros.

Os sintomas vão variar da localização da inflamação e da desmielinização do sistema nervoso. Podem evoluir de forma gradativa e calada ou por meio de surtos de remissão com recuperação parcial ou total.

As causas da doença ainda são desconhecidas, mas existem alguns fatores que podem estar relacionados ao surgimento da doença, por exemplo, hereditariedade, imunidade etc.

Doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares são uma das principais causa de morte entre as mulheres. Para evitar que isso aconteça, é recomendável realizar o check-up todo ano para identificar quais são as chances de desenvolvimento e, a partir de então, realizar mudanças no estilo de vida e tratamento dos fatores de riscos apontados.

Lúpus eritematoso sistêmico

É uma doença inflamatória crônica e autoimune, que aparece com mais frequência em mulheres de 20 a 45 anos, e incide 15 vezes com mais frequência no sexo feminino. Isso se deve a fatores hormonais, ambientais e genéticos que contribuem para o aparecimento da doença, provocando alterações imunológicas que levam ao surgimento dos sintomas.

Entre os principais estão a prostração, cansaço, febre, perda de forças, emagrecimento, falta de apetite e demais manifestações conforme os anticorpos produzidos:

  • problemas nas articulações, com ou sem sinais inflamatórios associados, que aparecem na maioria dos casos em alguma fase da doença, englobando principalmente o punho, pé, joelho e mão;
  • lesões cutâneas, que aparecem nas zonas com exposição à luz, em 80% dos casos. Suas características mais comuns são de cor avermelhada, localizada próxima a pirâmide nasal e região malar, com formato de asas de borboleta (típico da doença);
  • alterações neuropsiquiátricas e hematológicas, como alteração de comportamento e humor;
  • lesão renal, em, pelo menos, metade dos casos etc.

Depressão

É um dos principais motivos de incapacidade no mundo, com tendência a evoluir com o passar do tempo, conforme estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), com maior prevalência entre as mulheres, sem qualquer tipo de explicação para esse fato, já que ainda restam dúvidas quanto à origem desse mal.

Nos dias atuais, é tratada como uma doença multifatorial. Isso quer dizer, com muitas causas que englobam seu aparecimento, entre elas:

  • causas físicas, por exemplo, desequilíbrio hormonal, menopausa, depressão pós-parto;
  • causas genéticas, contudo, não há explicação como essa transmissão é feita;
  • patologias oncológicas, infecciosas ou neurológicas;
  • efeitos de alguns medicamentos.

Doença celíaca

A doença celíaca é autoimune e acomete pessoas que tenham predisposição genética, provocada pela permanente intolerância ao glúten. A cada quatro indivíduos celíacos, três são do sexo feminino de todas as faixas etárias, reduzindo na terceira idade.

Nesses casos, a ingestão de glúten, mesmo que em pequenas proporções, leva o corpo a criar uma reação imunológica contra o intestino delgado, ocasionando em lesões na mucosa pela redução da possibilidade de absorção dos nutrientes, transformando-se em um problema crônico.

A retirada do glúten da alimentação possibilita a regeneração do intestino por completo da lesão e que o organismo se recupere, no entanto, caso ocorra a reintrodução do glúten, a inflamação volta e os sintomas aparecem novamente.

Fibromialgia

A doença está presente em todas as idades, grupos culturais e étnicos, e a única diferença é a sua incidência por gênero, que afeta em até sete vezes mais as mulheres.

A fibromialgia é composta por dor músculo-esquelética crônica e difusa, que atinge os troncos e membros e se perpetua por mais de três meses, geralmente reunida a outras patologias, como síndrome do cólon irritável, depressão, distúrbios do sono, fadiga, alterações reumatológicas, entre outros.

É uma enfermidade que não tem cura e que pode comprometer ao bem-estar e qualidade de vida do indivíduo, mas o tratamento permite uma melhora e redução relevante dos sintomas.

Doenças Sexualmente Transmissíveis

Mesmo com a criação de novos métodos auxiliares no diagnóstico e tratamento, as DSTs mantêm um alto grau de prevalências, principalmente entre o sexo feminino, que muitas vezes não identifica ou sente os sintomas. Do ponto de vista da saúde pública, as doenças que compõem o grupo de DSTs podem provocar gravidez ectópica, infertilidade, infecções neonatais ou malformações fetais.

A cada ano aparecem vários novos casos de infecções curáveis e transmitidas por meio das relações sexuais. Conheça as mais comuns:

  • DST virais: hepatite B e C, infecção por HPV e HIV;
  • DST causada por bactérias: clamídia, sífilis, gonorreia, úlcera mole venérea, todas com possibilidades de cura se forem tratadas de forma correta;
  • DST provocada por parasitas: tricomoniase e pediculose.

Quais acompanhamentos a mulher deve sempre fazer?

Existem alguns exames que toda mulher precisa fazer ao longo da vida. Isso se deve ao fato de que o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença nas chances de sucesso no tratamento de algumas doenças. Saiba quais são eles!

Nível de colesterol

O nível de colesterol é um exame de sangue utilizado para mensurar o risco do desenvolvimento de patologias cardíacas ou derrame. As mulheres acima de 20 anos precisam que o colesterol seja medido ao menos uma vez a cada cinco anos.

Em relação ao nível de referência, ele precisa ser inferior a 200 miligramas por decilitro (mg/dl). Um valor alto limite fica entre 200 e 239 mg/dl. Caso a mulher apresente propensão a adquirir alguma dessas doenças, é necessário consultar um médico especialista.

Exame Papanicolau

O exame é indicado para mulheres dos 21 até os 65 anos, devendo ser feito de início todo o ano. Nele, o médico utiliza um instrumento conhecido como espéculo, que tem a finalidade de alargar o canal vaginal e retirar as células presentes no colo do útero com um pincel pequeno. Em seguida, o profissional analisa essas células em busca de alterações que provocam o câncer do colo do útero.

O ideal é combinar o exame com o HPV, já que se trata de uma doença sexualmente transmissível, que pode levar à ocorrência do câncer do colo de útero.

Pressão arterial

O valor normal da pressão arterial gira em torno de 120/80 (mmHg), por esse motivo, é necessário mensurá-la pelo menos uma vez a cada dois anos, iniciando a partir dos 20 anos. Mulheres adultas com idade acima de 40 anos ou aquelas com obesidade têm um risco mais elevado de hipertensão, então o recomendável é realizar a aferição a cada seis meses.

Teste de glicose no sangue

As mulheres acima de 45 anos precisam realizar o teste de glicose no sangue a cada três anos — no mínimo — para averiguar se existe um quadro de diabetes ou pré-diabetes. No entanto, esse intervalo pode variar.

Caso a mulher seja obesa ou tenha um histórico familiar de diabetes, é necessário começar a fazer o exame mais cedo e com periodicidade maior. O adequado e fazer uma consulta e realizar o procedimento de acordo com a indicação médica.

Mamografia

A mamografia é um exame que auxilia na detecção do câncer de mama. É realizada por meio da compressão dos seis entre as placas para que as imagens de raios-X consigam ser capturadas. Existe uma discussão sobre quando e a frequência que uma mulher deve realizá-la, considerando que o risco de câncer de mama aumenta com a idade e os falsos positivos podem promover uma sensação de mal-estar.

A idade recomendada para que as mulheres comecem a realizar a mamografia e de 45 anos, por um período anual, e a cada dois anos a partir dos 55 anos. Caso ela tenha um histórico familiar da doença, é possível conversar com o médico sobre realizar o exame em um período menor.

Rastreio do câncer de cólon

O rastreio do câncer de cólon, pode ser realizado em consultório médico ou hospital, e a idade indicada é acima dos 50 anos. Para esse exame, a sigmoidoscopia, que é feito por meio de um tubo e uma câmera iluminada que são inseridos no ânus para avaliar o cólon inferior.

Além disso, pode ser realizada uma colonoscopia, no qual um tubo mais longo examinar o cólon. A não ser que um problema seja identificado ou que a mulher apresente um risco maior de câncer de cólon, a sigmoidoscopia é realizada a cada 5 anos e a colonoscopia a cada 10 anos.

Densidade óssea

O indicado é que as mulheres comecem a fazer exames de osteoporose por meio de um teste de densidade óssea aos 65 anos. Aquelas que apresentam fatores de risco para osteoporose, como baixo peso corporal ou fraturas, precisam ser examinadas mais cedo.

Para esse teste, conhecido como varredura DEXA, a mulher deita em uma mesa enquanto um aparelho de raios-X de baixa dose captura imagens dos seus ossos. A periodicidade desse exame vai variar conforme a densidade óssea e demais aspectos de risco.

Exame da pele

É importante que as mulheres examinem a pele todos os meses em casa. É preciso analisar minuciosamente a pele de todo o corpo, buscando novas manchas ou alterações existentes, que podem ser sinais precoces de câncer de pele.

Caso a mulher tenha um risco maior de câncer de pele ou se existem ocorrências na família, é necessário conversar com o médico ou dermatologista em relação à frequência com que o exame deve ser realizado no consultório.

Avaliação odontológica

Ter uma boa saúde dental é fundamental desde que o primeiro dente aparece, e todas as mulheres adultas devem realizar exames odontológicos duas vezes ao ano. Por intermédio do check-up dentário regular, que envolve raio-X dos dentes e limpeza, entre outros procedimentos. É possível, por meio deles, identificar sinais precoces de algum tipo de problema.

Índice de massa corporal

A partir dos 18 anos, é importante que as mulheres façam exames relacionados com a obesidade, entre elas o cálculo do índice de massa corporal (IMC).

Embora não haja padrões rígidos sobre a frequência com que a avaliação seja realizada, manter um controle é necessário. O IMC mostra se a pessoa é ou não obesa, uma condição que eleva o risco de problemas graves, como doenças cardíacas e diabetes.

Como manter exames e cuidados de saúde em dia?

Quando falamos em saúde feminina, são abarcados uma grande quantidade de cuidados, inclusive, na prevenção. A consulta com um ginecologista precisa ocorrer no mínimo, uma vez ao ano, além da necessidade de realizar o exame físico completo.

A coleta do Papanicolau, a aferição da pressão, solicitação de mamografia, pesagem, ecografia transvaginal, exames laboratoriais, entre outros, são imprescindíveis.

Outra coisa muito importante e que não deve nunca deixar de ser feita é prestar atenção no próprio corpo e informar ao médico a identificação de qualquer tipo de alterações, por exemplo, do ciclo menstrual, pois assim o profissional poderá solicitar os exames adequados para fazer um diagnóstico preciso e indicar o melhor tratamento.

Com o avanço da tecnologia, a ciência da saúde tem evoluído cada vez mais disponibilizando ferramentas inovadoras que proporcionam diagnósticos mais reais e tratamentos de qualidade. Por exemplo, hoje já é possível descobrir alguma intercorrência ou realizar cirurgias por vídeo, proporcionando mais bem-estar e segurança à paciente.

O desenvolvimento de procedimentos menos agressivos e mais eficientes é o reflexo das tendências da evolução na área da medicina, com a elaboração de técnicas invasivas, que diminuem os riscos e aprimoram os resultados.

Conseguiu perceber a importante de cuidar da saúde feminina? Com o conteúdo aqui apresentado é possível tomar os cuidados adequados e evitar prejuízos que podem acometer a vida de qualquer mulher. Então, não espere mais para colocar as dicas em prática e manter uma vivência de qualidade e longe de doenças.

Deseja ter uma qualidade de vida melhor? Então, entre agora mesmo em contato com a gente e veja como podemos ajudar você!

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